1. Por Que Pessoas Diferentes Reagem de Forma Diferente ao Mesmo Remédio?
Duas pessoas com diagnóstico idêntico de Transtorno Depressivo Maior podem tomar o mesmo antidepressivo e ter resultados antagônicos: uma melhora completamente em 15 dias, enquanto a outra sofre com náuseas violentas, taquicardia ou piora da ansiedade. A resposta está no DNA — mais especificamente nos genes que codificam as enzimas do citocromo hepático e os receptores do sistema nervoso central.
2. O Que o Teste Farmacogenético Mapeia?
Por meio de uma simples coleta de mucosa oral (sem necessidade de agulhas), o teste sequencia os principais genes reguladores da farmacocinética e farmacodinâmica dos psicofármacos:
- Enzimas Hepáticas CYP450 (CYP2D6, CYP2C19, CYP3A4, CYP1A2): Indicam se o fígado é um metabolizador normal, lento (risco de intoxicação com doses baixas) ou ultrarrápido (degrada o remédio antes que ele faça efeito no cérebro).
- Transportadores de Serotonina (SLC6A4): Ajudam a estimar a probabilidade de remissão com inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS).
- Receptores de Dopamina e Enzima COMT: Avaliam a propensão a efeitos extrapiramidais e orientam a escolha de estabilizadores e antipsicóticos atípicos.
- Gene HTR2A: Relacionado ao risco de ganho excessivo de peso e disfunções metabólicas induzidas por psicofármacos.
Não entregamos um relatório genérico de 50 páginas sem direcionamento. Nossa equipe de geneticistas clínicos e farmacologistas emite um Parecer Clínico Integrado para o médico assistente, discutindo caso a caso qual molécula tem o maior índice de eficácia e tolerabilidade.
3. Indicações Mais Frequentes
O teste é especialmente recomendado para quadros refratários a dois ou mais tratamentos anteriores, pacientes com hipersensibilidade medicamentosa severa, idosos em polifarmácia e pessoas que necessitam de estabilização rápida sem tempo para testes clínicos frustrantes.